"Certa vez, faz tempo, eu, através
dos meus poderes, transformei o ar em água, e
a água novamente em sangue, e, solidificando-a
em carne, formei uma nova criatura humana - um menino
- e produzi um resultado muito mais nobre do que o Deus
Criador. Ele o criou da terra, mas eu o fiz do ar -
uma tarefa bem mais difícil: depois eu o desfiz
e o dissolvi novamente no ar." Simão o Mago,
Apophisis Megale, século I d.C.
O QUE DANTE ESCREVE SOBRE SIMÃO MAGO
Canto XIX
Vala dos Simoníacos
Ó Simão o Mago, e todos aqueles que te
seguiram, profanando e vendendo as coisas de Deus pelo
preço de ouro e prata! Em vossa homenagem devo
soar a trombeta, pois é aqui, nesta terceira
Vala onde estais!
Já estávamos no meio da ponte sobre a
terceira Vala. De lá eu vi nas encostas e nos
fundos da pedra gelada redondos furos escavados de igual
tamanho. Da boca dos furos pendiam os pés de
um penitente, cujo corpo estava enterrado nos buracos
com a cabeça para baixo. Nas plantas dos pés
ardiam chamas, que escorriam por seus calcanhares. Os
sofredores, desesperados, agitavam seus pés freneticamente,
na vã esperança de livrarem-se das dores
causadas pelas chamas.
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- Mestre - perguntei -, quem é aquele que se debate
mais que os outros, e que é torturado por uma chama
mais vermelha?
- Se quiseres - respondeu - eu te levarei até ele,
e lá poderás perguntar quem ele é e de
onde veio.
Concordei e ele me ajudou na descida difícil, me segurando
enquanto passávamos pelas beiras esburacadas. Só
quando eu estava diante do pecador foi que ele me soltou.
Ó Simão o Mago, ó míseros sequazes
Por quem de Deus os dons só prometidos
A virtude, em rapina contumazes,
Por ouro e prata estão prostituídos!
Por vós tange ora a tuba sonorosa:
Jazeis na tércia cava subvertidos.
À outra tumba chegamos temerosa,
Da rocha nos subindo àquela parte,
Que, a prumo ao centro, eleva-se alterosa.
Saber supremo! Que inefável arte
Mostras no céu, na terra e infernal mundo!
Oh! teu poder quão justo se reparte!
O QUE DIZ O VM SAMAEL AUN WEOR SOBRE SIMÃO MAGO
Estando nos Mundos Supra-Sensíveis, chegaram a minhas
mãos duas obras:
Una era de Simão o Mago, e a outra era do Samaritano
Menandro, que chegou ao pináculo da ciência mágica.
Depois de consultar essas duas obras, invoquei a Simão
o Mago.
Essa invocação a fiz em nome do CRISTO.
Então, Simão o Mago contestou dizendo-me: "Em
nome do Cristo não me chames, chama-me em nome de Pedro".
Então compreendi que Simão o Mago era o pólo
contrário de Simão Pedro.
Penetrei em um precioso recinto, onde encontrei a Simão
o Mago com seu colégio de fiéis discípulos.
Quando Simão me viu entrar, em tom áspero me
disse: "Saia daqui!"
E acercando-se a mim me tocou certos chakras do baixo ventre.
Então entendi que Simão o Mago é realmente
um Mago Negro.
Procedi defendendo-me com minha Espada Flamígera,
e ante as torrentes de fogo ardente, aquele mago negro ficou
anulado, e sem se atrever a mirar minha Espada, permaneceu
absorto.
Eu conheci a Simão o Mago na antiga Roma, e o ouvi
predicando a seus discípulos.
O mal é tão fino e delicado que até
a mesma Mestra Blavatsky chegou a crer firmemente que Simão
o Mago era um Mestre da Loja Branca.
Huiracocha também acreditou que Simão o Mago
era um grande Mestre Gnóstico, e nos diz que tudo o
que Papus e outros autores ensinaram acerca da magia nos últimos
anos era tomado de Simão o Mago.
O único que não se equivocou com respeito a
Simão o Mago foi Dante Alighieri, em sua Divina Comédia.
Dante chama Simoníacos aos discípulos de Simão
o Mago.
Os romanos erigiram a ele estátuas com a inscrição:
Simoni Deo Sancto.
Sem embargo, estudando atentamente as obras de Simão
o Mago, aparentemente não há nada que possa
ser considerado condenável, como Magia Negra.
O mal é tão fino no Mundo da Mente... o mal
é tão delicado e tão sutil no plano do
entendimento cósmico, que realmente se necessita de
muita intuição para não se deixar enganar
pelos demônios do Mundo Mental.
No Plano Mental os magos negros são milhões
de vezes mais refinados e delicados que os magos negros do
Plano Astral.
Diz Simão o Mago o seguinte:
"O Pai era Uno; porque contendo em si mesmo o pensamento,
estava só. Sem embargo, não era o primeiro,
ainda que foie preexistente; senão que manifestando-se
a si mesmo de si mesmo, chegou a ser o segundo (ou dual).
Não foi chamado Pai até que o pensamento lhe
deu este nome. Portanto, desenvolvendo-se de si mesmo, manifestou-se
de si mesmo seu próprio pensamento, e assim também
o pensamento manifestado não se atualizou senão
que viu ao Pai oculto nele, isto é, à potência
oculta em si mesma. E a potência (dunamis) e o pensamento
(epinila) são masculino-feminino, porém ao corresponder-se
reciprocamente (porque a potência de modo algum difere
do pensamento), são um só. Assim, nas coisas
de cima está a potencia, e nas de baixo o pensamento.
Ocorre, portanto, que se bem é uno o manifestado por
ambos, aparece duplo, pois o andrógino leva em si o
mesmo elemento feminino.
Assim, a Mente e o pensamento são inseparáveis
um do outro por serem uno, ainda que apareçam em dualidade.
(Pág. 190. Apotamento 2: A Doutrina Secreta, HPB, Sexto
Volume.)
Realmente quem ler esse parágrafo não poderá
encontrar nada que possa condenar a Simão o Mago como
Mago Negro.
A chave é dada a nós por Dante em sua obra
intitulada A Divina Comédia.
Dante nos pinta em seu Inferno a Simão o mago e a
todos os feiticeiros, aos que Dante denomina Simoníacos,
caminhando em seu inferno com a cabeça para trás...
A Magia Negra de Simão o Mago consiste em que ficou
mirando para o Passado, e não quis aceitar ao Cristo
nem à nova Corrente Crística.
Esta é uma rebelião contra as Hierarquias Divinas,
e de fato Simão o Mago ficou colocado nos mundos da
magia negra.
Quem atentamente estudar os ensinamentos de Simão
o Mago poderá comprovar que Simão o Mago não
fala uma só palavra a favor do Cristo.
Simão o Mago viu que a Chispa se desprendia da chama
em si mesmo sem recordar-se daquelas palabras do Divino Rabí
da Galiléia: "Ninguém chega ao Pai senão
por mim".
Simão o Mago viu ao Pai oculto nele e quis realizá-lo
em si mesmo, porém rechaçando ao Cristo, e assim
foi como de fato caiu na magia negra...
SIMÃO O MAGO CAIU NA MAGIA NEGRA POR PURO ORGULHO.
Simão o Mago não quis aceitar ao Cristo por
puro orgulho.
Coisa semelhante está acontecendo agora neste século
20 com muitos espiritualistas que não querem aceitar
meus ensinamentos por puro orgulho.
Essa classe de seres "Simoníacos" caem na
Magia Negra por puro orgulho.
Simão o Mago conheceu o Grande Arcano, e é
absolutamente casto.
O Mestre Huiracocha, na página 50 da Igreja Gnóstica
cita um parágrafo do livro A Prédica, de Simão
o Mago, que literalmente diz:
Para vós falo em metáforas; porém deveis
compreender-me... Duas espirais de toda seriedade há
em um princípio sem fim. Ambos vêm de uma raiz,
ou seja, do Poder Infinito, do Silêncio Invisível.
Uma das espirais vai para cima. É o poder, o entendimento
do Grande Todo que a tudo chega, e é masculino. O outro
tende para baixo. É a Grande Mente, o produtor incansável,
e é feminino. Na união de ambos está
a resolução de todo o problema. O poder de si
mesmo é masculino e feminino por sua vez".
Simão o Mago conheceu, pois, a fundo a Alquimia Sexual
e o Grande Arcano.
Porém, caiu na Magia Negra porque ficou loando para
o passado, e não quis aceitar CRISTO.
A mente é, pois, o animal mais perigoso do Alquimista.
Se Simão o Mago tivesse dominado a mente com o Látego
da Voluntad não teria caído no abismo.
O Alquimista que se deixa levar pelos raciocínios
da Soberba da Mente fracassa na Grande Obra e cai no Abismo.
O Alquimista deve ser muito humilde ante as Hierarquias Divinas
para não fracassar na Grande Obra.
A Mente deve humilhar-se ante as Hierarquias Divinas.
A Mente deve voltar-se como uma criança humilde e
simples.
Aa Mente deve humilhar-se ante a Majestade do Íntimo.
É impossível subir ao Pai sem elaborar o Menino
de Ouro da Alquimia Sexual.
Esse Menino de Ouro é o Eu Cristo.
Há que se formar ao Cristo em nós para subir
ao Pai.
Em nosso trabalho com a Pedra Bendita se apresentam sutilíssimos
perigos que o Alquimista deve conjurar valorosamente.
No Mundo Mental há magos negros que se parecem com
Adeptos da Fraternidade Branca.
Esses magos negros têm sublimes presenças e
deliciosa cultura Espiritual.
Quando esses magos falam, só falam de Amor, de Luz,
da Verdade e da Justiça.
Parecem seres inefáveis, e só viemos a descobrir
que são magos negros quando em tom muito fino e delicado
nos aconselham então a ejaculação seminal.
Se nesse momento gritamos em sua presença: VIVA O
CRISTO, ABAIXO JAVÉ, então os veremos levantar-se
iracundos contra nós para tirar-nos de seus recintos.
Todos esses irmãos da sombra aconselham a ejaculação
seminal e odeiam a força crística.
Assim, pois, o mal se reviste de tão sutis enganos
que o discípulo deve sempre abrir bem os olhos e viver
alerta e vigilante, como o vigia em época de guerra.
Há Adeptos da sombra que, disfarçados de Mahatmas
se nos apresentam nos Mundos Internos para nos dizer que já
estamos caídos, que já fracassamos em nosso
anelo rumo à Luz, que já perdemos os graus adquiridos
etc.
Assim, então, se o discípulo se resvalar nessas
cascas, cai no Abismo inevitavelmente.
A mente não deve raciocinar.
A mente deve fluir integralmente sem o batalhar das antíteses,
a mente debe se converter em um instrumento flexível
e delicado onde possa se expressar majestade do Íntimo.
O orgulho fez Simão o Mago cair nos Abismos da Magia
Negra.
"E como viu Simão que pela imposição
das mãos dos Apóstolos se dava o Espírito
Santo, lhes ofereceu dinheiro."
Dizendo: Dai-me também a mim esta potestade, que a
qualquer que puser as mãos por cima receba o Espírito
Santo.
Então Pedro lhe disse: 'Teu dinheiro pereça
contigo, que pensas que o Dom de Deus se ganha por dinheiro.
Não tens parte nem sorte neste negócio; porque
teu coração não é reto diante
de Deus.
Arrepende-te pois desta tua maldade, e roga a Deus, se quiçá
te será perdoado o pensamento de teu coração.
Porque em fel de amarguras e em prisão de maldade
vejo que estás.'
Respondendo então Simão, disse: 'Rogai por
mim ao Senhor que nenhuna coisa dessas que haveis dito venha
sobre mim'. (Atos dos Apóstolos 8: 18 a 24)

Com esses versículos das Sagradas Escrituras fica
absolutamente comprovada nossa afirmação de
que Simão o Mago é um perigosíssimo mago
negro.
(da obra Alquimia Sexual, de Samael Aun Weor)
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